O ISLÃ CRESCE NA PERIFERIA DO BRASIL PARTE VIII

sábado, 28 de fevereiro de 2009


Essa é a última parte dessa matéria da Revista Época, que por considerar muito pertinente postei em partes para facilitar a leitura e compreensão. Percebe-se claramente que por trás de toda a doutrinação teológica e filosófica, está o comunismo mais presente e cada vez mais solidificado nos corações e mentes dessas pessoas. 

CAMINHOS DO ISLÃ

Brasileiras sem ascendência árabe, Latifa, Samira e Andréia vivem na comunidade muçulmana da gaúcha Passo Fundo... e Luana, Elisângela e Dona Ilma, que cruzam o Viaduto Santa Ifigênia, no centro da capital paulista, são militantes da religião na Grande São Paulo
Por trás do véu, um novo perfil de mulher islâmica

Chamadas de “mulher-bomba” nos ônibus metropolitanos, elas começam a alterar o cenário urbano


Ela é “Dona” Ilma. E tão dona que o dela merece maiúscula e já se integrou ao nome. Não por acaso, é a que lidera a fila na foto. Como ela mesma diz, abriu seu espaço com “punhos e conhecimento”. Ilma Maria Vieira Kanauna é uma das pioneiras no movimento islâmico afro-brasileiro, em São Paulo. Aos 53 anos, convertida há mais de duas décadas, é tratada com um temor respeitoso, porque Dona Ilma é mulher braba. Nada mais distante dela que o estereótipo da mulher árabe submissa, sempre dentro de casa, que resiste no imaginário ocidental como a realidade única da mulher no islã. Sua cartilha é a das malês, mulheres ativas no levante escravo de 1835. “A América foi edificada sobre os ombros dos homens negros e o ventre das mulheres negras”, diz com solenidade. “E o islã é o espelho em que eu me vi refletida.”

Dona Ilma é filha de uma “tradicional família negra”, de origem matriarcal. Até os 6 anos, se criou numa área de quilombo, em Minas Gerais. Lembra a avó e a mãe sempre vestidas de preto, rezando com a janela aberta e mandando nos homens e no curso da vida. Quando a mãe morreu de parto, o pai se mudou, e ela ainda hoje diverte-se com a memória dos primeiros brancos que surgiram no seu campo de visão. “Eu e meu irmão achávamos que eram lobisomens”, diz. “Nos chamavam pra brincar, e a gente se escondia achando que iam nos comer.”

Algumas aventuras mais tarde, porque a vida de Dona Ilma dá mesmo um romance, acabou filha adotiva de uma família de descendentes de alemães, com quem ainda hoje vive e se entende bem. Primeiro tornou-se comunista, depois muçulmana. É educadora por vocação e, por convicção, só trabalha em escolas de periferia. Compara o 11 de setembro a “uma mulher que passa a vida apanhando e um dia dá 11 tiros no marido”. E acredita que a violência no Brasil, da qual já foi vítima, é a forma de as minorias sem identidade e futuro pedirem socorro. “Nossas crianças estão perdidas, escrevendo Joaquim com ‘n’ e não se reconhecendo em espelho algum”, diz.

A testa lisa de Dona Ilma só é contraída por uma ruga quando fala sobre a nova geração de muçulmanos. “O islã sempre trouxe cidadania para as minorias. E as periferias são as senzalas de hoje. Mas as novas gerações têm muito punho ainda, tenho medo que acabem sendo segregacionistas”, afirma. “Não precisamos mais de um discurso de raça, precisamos de cidadania. Acredito, porém, que é um ritual de passagem. Quando me converti, também era muito radical. Vamos deixar eles gritarem um pouco.”

Na foto, ela é seguida por Elisângela Résio, de 31 anos, e Luana de Assis, de 28. Há quatro, Luana trocou a vida de “balada de segunda a segunda” e um figurino hip-hop para se tornar muçulmana. Elisângela se converteu em maio, no dia em que casou com o rapper Leandro Arruda, que conheceu num show dos Racionais MC’s. Até pouco tempo, um início de romance inusitado para uma muçulmana. “O que você acha de Jesus?”, ele perguntou. Tudo começou a dar certo quando ela disse que Jesus era um profeta – e não o filho de Deus.

Como qualquer trabalhadora, elas pegam ônibus e trens lotados de segunda a sexta- -feira, da Grande São Paulo para a capital, e vice-versa. Nas ruas, já se habituaram a ser chamadas de “mulher-bomba” ou “prima do Bin Laden”. “O povo não está acostumado a ver muçulmanas sacolejando em ônibus e trens como qualquer mulher que precisa trabalhar”, diz Luana. “Confundem religião com cultura, acham que todo muçulmano é árabe e toda muçulmana só fica em casa.”

Fiel às rimas de sua geração, Elisângela dá um conteúdo político próprio à indumentária islâmica. “A mídia impõe que brasileira tem de andar de minissaia ou shortinho, meio pelada. É a imposição de um estereótipo que as mulheres seguem desde criança sem nem se dar conta”, diz. “Por que minha roupa de muçulmana chama a atenção dentro do trem e a menina seminua não?” A própria Elisângela responde: “ Porque estou fora dos padrões que a mídia impõe, tenho identidade própria, fiz minha escolha”.

Elisângela afirma que conseguiu até parar de fumar. Só demorou a aceitar que o marido possa ter outras mulheres – “direito” pouco exercido no Brasil, que pune a bigamia no Código Penal. Depois de embates internos, ela capitulou. “É um direito dele. Quem sou eu para discordar do Alcorão? ”, diz. “Prefiro que tenha uma segunda mulher do que me traia. O homem tem necessidades.”

Essa mesma mulher traz na cabeceira O capital, de Karl Marx, e diz admirar Che Guevara com fervor revolucionário.


Fonte: Divagações

Fonte: Revista Época

3 Comments:

David said...

Fiz uma chamada no meu blog para que
meus efêmeros leitores lessem aqui sobre o Islã no Brasil.
Parabéns pelos posts!

FENIX said...

Finalmente instalou-se de vez a anarquia no país. Cada autoridade no poder faz o que quer, de acordo com suas crenças, informações e ignorâncias.

Já se vão quase 15 anos de FHC para cá com o MST invadindo propriedades privadas, laboratórios de multinacionais, roubando, destruindo pesquisas tecnológicas, vandalizando bens alheios e, principalmente, alterando o comportamento social na aceitação de tais fatos. Agora querem assassinar e ter a proteção do Estado para seus crimes, uma vez que o crime de invasão já havia sido aceito como luta social. Quase 15 anos se passou para alguém do Judiciário se pronunciar que o MST, financiado pelo governo do PT, é uma organização criminosa. Por outro lado, a justiça do trabalho resolveu ingerir em negócios da iniciativa privada, respaldado por lideres sindicais, a maioria com processos de corrupção e desvio de dinheiro publico em andamento.

Como dizem os jovens "bagunçou geral". Na outra ponta, o governo, depois de inúmeras tentativas em destruir a credibilidade das forças armadas, movido pela inveja, prepara campanha publicitária para mais uma vã tentativa.

Como se não bastasse, estamos diante da maior crise econômico-financeira jamais vista pela humanidade, cujos efeitos ainda não nos alcançaram em sua plenitude.

Já há muito desemprego e haverá muito mais e pior, sem a menor possibilidade de reversão em curto prazo. Grande parte desses desempregados, vendo-se sem alternativas, certamente migrará para o crime, esse mesmo já instalado até nas policias que deveriam combatê-lo.

Nos deparamos com noticias jamais vistas, que elementos do Exército apresentam desvios de conduta, contrabandeando armas provenientes da campanha do desarmamento, realimentando assim o crime organizado.

Não restou muito que preservar.

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

Anônimo said...

Q XAROPADA! ESSA DE DIZER Q O ISLÃ SEMPRE TROUXE CIDADANIA P/ AS MINORIAS, É RIDÍCULO. VEJAM NOTÍCIA NO JORNAL O GLOBO DO DIA 09-03-09, SOBRE UMA MULHER DE 75 ANOS, NA ARÁBIA SAUDITA, Q FOI PUNIDA COM 40 CHIBATADAS E PRISÃO, SÓ POR TER RECEBIDO EM SUA CASA A VISITA DE DOIS HOMENS. OUTRAS MUITAS MAZELAS QUE OCORREM COM AS MINORIAS NOS PAÍSES DO "MAU OMÉ" PODERIAM SER DITAS AQUI,MAS Ñ É LOCAL APROPRIADO. ESSES MUÇULMANOS SÃO CHEIOS DE CONVERSA MOLE. QUANDO JÁ SE SENTEM MAIORIA NA SOCIEDADE ONDE VIVEM, MOSTRAM SUAS GARRAS. ELES, SIM, SE APROVEITAM DA LIBERDADE E DA MELHOR QUALIDADE DE VIDA NO OCIDENTE PARA DEPOIS TENTAR IMPLANTAR A SUA "SHARIA", "JIHAD", "BURKA", OU SEJA LÁ QUAL PORCARIA FOR.
A EUROPA Q SE CUIDE, LÁ ELES JÁ PASSAM DE 40 MILHÕES, ENQUANTO O CRESCIMENTO DOS DEMAIS É PRATICAMENTE ZERO.
SÃO MESMO UNS FARSANTES.
TENHO UMA SURPRESA P/ DIZER:
PAPAI NOEL Ñ EXISTE!

 
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